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A
médium Valdelice Salum há 30 anos faz das suas mãos
um instrumento de trabalho para que artistas renomados no passado, possam
continuar trazendo beleza e cor para a humanidade. A veracidade de seu trabalho
já foi reconhecida por peritos em arte e mostrada diversas vezes pela
mídia, em apresentações realizadas no Brasil e em outros
países.
O fenômeno mediúnico é chamado de psicopictografia (Pintura
Mediúnica), processo que permite a manifestação do plano
espiritual através das mãos e dos pés de um médium.
Em tantos anos de trabalho, Valdelice, que jamais freqüentou a escola, já pintou telas assinadas por Picasso, Monet, Renoir, Portinari, Miró, Dali, Aleijadinho, Anita Malfatti, Cézanne, Lasar Segal, Manet, Vincent Van Gogh, Tarsila do Amaral, Matisse, Toulouse-Lautrec e entre outros grandes artistas.
Nasceu em Condiuba, interior da Bahia, chegou em São Paulo com sete
anos de idade, depois de casada mudou-se para o interior, época que
resolveu procurar Chico Xavier, com o intuito de compreender a mediunidade
aflorada desde a infância. "Contei o que se passava comigo e
ele mandou que eu procurasse um centro para desenvolver minha mediunidade,
pois os artistas estavam ali do meu lado, aguardando o momento de dar início
ao trabalho". Assim entrou na doutrina com fé, confiança
em Deus e foi esperando o que o destino lhe reservava.
Sua primeira aparição em público aconteceu no Lar Maria Lobato de Freitas, em Uberlândia, onde permaneceu 17 anos.
Em entrevista a revista Cristã de Espiritismo Valdelice conta sua
trajetória de trabalho e a experiência de ser envolvida por
grandes nomes da pintura.
Quando a mediunidade surgiu em sua vida?
Ainda criança via as telas que os espíritos mostravam, na roça,
onde morava, eu olhava para o céu e enxergava elas formarem-se e caírem
em forma de escadas, mas como não tinha conhecimento de arte naquela época,
nunca tinha ouvido falar em galeria, cultura, nem nada disso, não entendia
o significado, só depois de casada, que tive oportunidade de adquirir
mais conhecimento e de ver obras em livros.
Como ocorre seu processo
mediúnico?
Fiquei seis anos rasbicando, desenvolvendo coordenação motora,
porque sou analfabeta, sei apenas ler, mas não escrever. Eu os vejo
formando uma fila atrás de mim, durante o trabalho eles vão
chegando, às vezes outros médiuns videntes também vêem,
desde o inicio sempre foi assim.
Eu fico totalmente envolvida, as cores, a beleza são bem diferentes
da Terra, por mais que se esforcem para passar com toda a fidelidade possível.
O importante é transmitir a mensagem através do amor, a energia
que eles colocam nas telas, principalmente as cores que são utilizadas
como uma espécie de cromoterapia feita com o público presente.
Hoje você procura aprender alguma técnica de pintura para que
possa ajudar no trabalho mediúnico?
Não, inclusive no começo me mandaram procurar artistas plásticos
para o meu desenvolvimento, a fim de facilitar a manifestação
dos espíritos. Na dúvida mais uma vez perguntei a Chico Xavier
o que fazer e ele questionou se eu queria ser artista, respondi que não,
que não tinha pretensão, nem capacidade para isso, então
disse para não me preocupar, porque não seria eu que iria pintar,
mas sim os espíritos, cada um fazendo o seu próprio estilo
de pintura.
Existem dias e horários específicos para a manifestação?
Sim, desde o início a manifestação acontece nos dias
e horários pré determinados por mim.
Você leva esse trabalho em outros locais também?
Não só em centro espírita, mas em outros lugares que
sejam filantrópicos com a finalidade de ajudar, já fomos na
maçonaria, asilos, creches, etc.
Os trabalhos já foram
analisados por peritos em arte?
Sim, certa vez, por exemplo, duas senhoras que trabalham com cubismo, foram
assistir o Picasso pintar, foram duvidosas, achando que não era
ele, depois pediram para dar o testemunho, porque durante a apresentação
ele deu a diferença de um cubismo sintético e analítico,
detalhes que somente um conhecedor profundo de arte sabe reconhecer.
Um outro artista chamado Marcos Garrot também nos disse que é impressionante,
porque uma pessoa que começa um trabalho artístico não
tem a firmeza para desenhar um traço ou um esboço, mesmo que
se tenha 20 anos de pintura, mesmo assim, é impossível repetir
o trabalho de tantos artistas diferentes.
Em uma apresentação para a T.V., foi solicitada a presença
de um perito em arte na área judicial, para comentar meu trabalho.
Quando perguntado pela veracidade do trabalho, o mesmo se impressionou com
a qualidade artística das obras e em análise mais profunda
da obra de Vincent Van Gogh disse ele: " O quadro tem a caligrafia
pictórica
do artista ou seja os movimentos que o artista faz para pintar ".
Nesses trinta anos de
trabalho com a pintura, você sente que hoje
conhece um pouco mais sobre pintura?
Nós vamos aprendendo, já conseguimos diferenciar os trabalhos,
pois até a postura do artista muda, não é só um
envolvimento, a forma como coloca a mão, peculiaridades pequenas mesmo.
Na sua opinião qual é o
grande objetivo do trabalho com a pintura?
Provar que a vida continua e fazer a caridade que esses espíritos não
conseguiram realizar em vida, ajudando assim aqueles que precisam, dar também
assistência espiritual para o público presente encarnado ou desencarnado.
E você como se sente
de ser um instrumento de ajuda?
Sinto-me feliz por saber que as obras deles ajudam as pessoas que precisam,
sempre aprendendo com eles, fico contente de doar um pouco do meu tempo,
que é a única coisa que posso dar, essa é a minha
grande alegria.
Como o Chico Xavier disse: “É um trabalho de evangelização
através das cores”.
Aos médiuns que sonham hoje em realizar um trabalho com a pintura
mediúnica, que mensagem você daria a eles?
Principalmente saber se possui a mediunidade de pintura, depois não
ter pressa em se apresentar, deixar eles desenvolverem a coordenação
motora até que cada artista tenha a condição de mostra
a sua personalidade e estilo artistico que fez em vida, para aqueles que
não acreditam na vida após a morte.
Como é utilizada
a verba da venda das telas?
Cada lugar que nós vamos fazer a divulgação do trabalho,
nós levamos as telas, que são vendidas no local e a renda fica
para a entidade que estamos ajudando, bem como para mantermos nossa instituição
e para mantermos o nosso trabalho como um todo.
As que foram pintadas no dia nós sorteamos entre aqueles que se interessam,
porque cada trabalho é um tratamento através das cores, e aquela
pessoa que precisa ter a obra para continuar absorvendo mais energia, é sorteada. É destinada
também aos trabalhos sociais mantidos pela nossa casa e a entidade
que nos convida, como também manter esse trabalho como um todo.
Como surgiu à Casa Fraterna Francisco de Assis que você dirige?
Há uns anos atrás os espíritos pediram que abríssemos,
a idéia a princípio era abrir em Uberlândia, mas meu
marido ficou doente e tive que me mudar para Indaiatuba, e por causa da doença
dele fui obrigada a diminuir o trabalho, depois que ele faleceu me mudei
para São Paulo então abri junto com outros companheiros a nossa
pequena casa espírita.
A Sra. já fez alguma apresentação
Internacional?
Valdelice tem sido convidada para várias apresentações
no Brasil inclusive no exterior como segue abaixo as principais:
• em 92 no Programa Goulart de Andrade;
• em 94 no Programa Tineke World (T.V. Holandesa);
•
em 94 esteve na Holanda a convite de um grupo de Holandesas que estudam fenômenos
espirituais onde fez um total de 30 apresentações em várias
cidades;
•
em 95, 96 e 97 apareceu em vários programas de televisão na
T.V. Bandeirantes;
•
em 97 fez apresentações em Portugal e França;
•
em Abril de 98 no Programa Globo Repórter da Rede Globo;
•
em Maio de 99 esteve na França e pedido de L´Union Spirite Française
et Francophone na pessoa de seu ilustre presidente Roger Perez e de Anita
Beckerel e Antonio silva onde fez 10 apresentações;
•
em 99 fez uma apresentação em Genebra a convite de Terezinha
Rey presidente da L´Union dês Centres D´Estudes em Suisse;
•
em 99 fez uma apresentação na Bélgica em Liége
a convite da Fedéracion Spirite de La Pronvince de Liége;
•
em Outubro de 99 no Jornal da Bandeirantes, num documentário sobre
a paranormalidade;
• em Dezembro de 99 no Programa do Ronie Von da CNT;
•
em Maio de 00 fez uma turnê em todos os Centros da Suíça
a convite da União Suíça na pessoa da presidente Terezinha
Rey, e algumas apresentações na França e na Bélgica
no total de 15 apresentações.
Em Maio de 04 fez uma apresentação
no Canadá, na cidade de Montreal, a convite da Dra. Marlene Nobre
e um grupo espírita, para a inauguração de sua casa
de estudos.
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